sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Salar de Tara

Olá!

Um dos nossos últimos passeios no Atacama (e o mais caro, também) foi conhecer o Salar de Tara. É um passeio de dia inteiro, porém não achei cansativo, pois toda hora, a paisagem vai mudando, e é tudo muito bonito. Visões surreais, só estando lá pra entender...

Antes de colocar algumas fotos, seguem umas diquinhas básicas:

- Se possível, deixe esse passeio para os últimos dias. Acho que, fora os vulcões, esse é um dos que tem altitude mais elevada. Eu não sofri os efeitos da altitude, mas todos os outros integrantes da minha família sentiram - minha filha teve dor de cabeça leve, meu marido teve (mais, porque normalmente, ele já respira muito mal) falta de ar, e meu filho precisou respirar um pouco de oxigênio, pra recuperar o fôlego - e a cor. Nada foi muito sério, e nem chegou a comprometer o passeio, mas é bom ficar atento.

- Nós pretendíamos alugar um carro, e contratar um guia para nos levar até o Salar. Mas, como nossos planos mudaram, fomos por agência mesmo. Considerações: até os Monges de La Pacana, que ficam muito próximos da estrada até a Argentina, é sossegado - dá até pra ir de carro normal, sem necessidade de 4x4. O problema é que para seguir até o salar, não há mais estrada - é pelo meio do deserto mesmo. E lá, tem que ser 4x4. GPS - já li relatos de que pode não funcionar. Minha sugestão: vá com agência, ou contrate um guia, mesmo que você seja um(a) motorista muito habilidoso(a). Não só pelo fato de que poderá ver as paisagens pela janela mais tranquilamente (acredite, elas são maravilhosas!), mas também porque, no ponto mais alto do passeio, estará próximo a 5.000 m de altitude. Ninguém sabe como o corpo vai reagir lá em cima. Certifique-se de que a agência leva balão de oxigênio. Valor em agosto de 2015 - 40.000 pesos - cerca de R$ 200,00 - por pessoa. Incluía café da manhã (numa lagoa congelada, muito legal!), e almoço - umas empanadas gigantes.

Aqui, um parêntese para falar sobre a agência que contratamos - fomos pela Corvatsch. Em alguns passeios que fizemos com essa agência, não gostamos muito do tempo em que ficamos nas atrações, que consideramos mal administrado pelos guias (entenda-se: eu queria ficar mais tempo vendo aqueles lugares lindos), mas em outros, não tivemos problema nenhum. Esse passeio do Salar de Tara fizemos com o guia Pablo, muito atencioso. E na agência, sempre tratamos com o Sr. Ruben, que nos pareceu uma pessoa honesta, simples e paciente. Até chegamos a pesquisar em outras duas agências, a Grado 10, e outra que não lembro o nome. Mas a Grado 10 era muitooooo cara, e a outra, sei lá, acho que não fomos muito com a cara da pessoa que atendeu a gente. Os únicos passeios que não fizemos por ela foram o astronômico, e para as ruínas de Pukara de Quitor (nesse, pagamos um táxi para nos levar, e combinamos o horário pra nos pegar de volta). Não esqueça de pechinchar.

- Dicas para as moçoilas - não há banheiro em nenhum lugar. Portanto, assim que descer da van, nas várias paradas pelo caminho, sua primeira tarefa será ir até atrás da pedra que você considere razoável para ser seu banheiro. Aproveite, elas não aparecerão em grande quantidade. Aqui, um ponto positivo - esse passeio tem bem menos turistas do que os outros - então isso não será tão problemático.

- Estávamos no inverno, então, por via das dúvidas, resolvemos ir bem agasalhados. Fomos com as mesmas roupas do passeio aos gêiseres (várias camadas), porém com uma ou outra camiseta a menos. Acredite - só tiramos as roupas quando estávamos já quase em San Pedro de Atacama. Lá em cima venta demais - então, se for no inverno, agasalhe-se!

- A velha dica: ÁGUA, óculos escuros, protetor solar, protetor labial - essas coisinhas básicas...

Agora, a parte que eu mais gosto - as fotos!


Lhamas no caminho (vimos vicunhas também). Ficam pertinho do carro.


Vulcões Licancabur e Juriques - a foto está cheia de reflexos, mas mesmo assim, adorei a paisagem! A gente não cansa de admirar as montanhonas, e passar ao lado delas é muito legal! Tirei trocentas fotos (mas, de dentro da van, a maioria saiu uó).


Nosso café da manhã foi nessa lagoa congelada (!). No inverno, ela é chamada de Lagoa (ou Laguna) Diamante, e no verão, de Lagoa (Laguna) Verde, por causa da cor da água, que fica verde devido às algas.


Essa bota é a mesma que aparece aqui - adoro ela! É estranho olhar para nossos pés sobre a lagoa congelada - parece que estamos flutuando!


Neve pelo caminho, ao lado da estrada.


Formações rochosas - os Monges de La Pacana. O guia explicou que são originárias da erupção violenta de um vulcão localizado na Bolívia, a 75 km de distância.


O guardião de Tara. Parece um índio. Muito bacana!




Chegando no Salar de Tara.

 

Monges Blancos. 




Catedrais de Tara. Impressionam!




O artista caprichou!


Na volta, o guia deu uma parada em outra lagoa congelada - a Laguna Blanca.


Paisagem linda na estrada...


Como escrevi lá em cima, tirei muitas fotos dos vulcões. Essa foi tirada na volta, com o sol batendo do outro lado do Licancabur. Lindão!


Descemos muito rápido para chegar a San Pedro de Atacama. São aproximadamente 2.000 metros de altitude em 40 quilômetros. Como a estrada é um caminho internacional, vários caminhões passam por ela, para chegar à Argentina e Bolívia (ou vice-versa). Há saídas de emergência toda hora, para o caso de perda de freios. Olha só o que a diferença de pressão atmosférica fez com a nossa garrafinha de água!



Espero que tenham gostado das fotos, e sintam vontade de conhecer esse lugar tão maravilhoso!

Um abraço!

Juliana


sábado, 19 de setembro de 2015

Ruínas de Pukara de Quitor

Olá!

Hoje, vou colocar algumas fotos do nosso passeio às ruínas de Pukara de Quitor, em San Pedro de Atacama. Essas ruínas ficam num local estratégico, pois a visão lá do alto alcança muitos quilômetros de distância. Antigamente, essas ruínas eram uma fortaleza, utilizada pelo povo atacamenho, porque o lugar onde fica a cidade de San Pedro de Atacama é um oásis - então, a presença da água na região a tornava cobiçada por outros povos, mesmo antes da chegada dos espanhóis. Infelizmente, quando eles chegaram, a fortaleza não resistiu ao poder das armas de fogo, e a região foi dominada.

Eu gosto de passeios relacionados a História, mas quem gosta de apreciar belas paisagens também pode incluir esse local na sua lista. É muito linda a vista lá de cima.

Não consegui visitar os dois mirantes no topo da montanha, porque são acessados por trilhas diferentes, e eu fui lá de tarde - não daria tempo de visitar os dois (lembre-se - trilhas em montanhas já são mais difíceis por si só; em SPA, essa dificuldade aumenta, devido à secura do ar. Leve água). Então, fui no da trilha mais curta - o que dá pra ver o oásis lá embaixo. O outro, que não visitei, tem o Vale da Lua como paisagem.

Do ponto de vista histórico, achei que poderiam colocar mais informações - lá em cima também. Pelo menos na parte que visitei, elas ficam todas concentradas na parte de baixo da fortaleza, como essa placa - há várias, contando a história da ocupação do território atacamenho, tanto pelos povos indígenas, quanto pelos espanhóis:




Confira mais algumas fotos:









Essas foram tiradas na parte de baixo do sítio arqueológico - tem um caminho até lá, que pode ser acessado por bicicletas também. Vimos vários ciclistas nas ruínas; na bilheteria há um local para prender as bicicletas, enquanto visita-se a parte superior da atração.







 




Lugar bonito, né? Não é tão difícil de visitar, e rende belas fotos.

Um abraço!

Juliana

sábado, 5 de setembro de 2015

Gêiseres Del Tatio / Machuca

Olá!

Hoje vou colocar algumas fotos do nosso passeio aos Gêiseres Del Tatio, no Atacama. Foi a temperatura mais baixa que já senti na vida - quando chegamos no campo geotérmico, o termômetro marcava 9 graus negativos. É uma paisagem muito diferente de tudo o que estamos acostumados a ver. Água saindo borbulhando da terra, a mais de 80 graus Celsius, sendo lançada a dezenas de metros de altura - não é algo muito comum de presenciar.

Antes, alguns comentários do guia (não fui com a cara dele): ele explicou que já tentaram explorar a área para fins comerciais (afinal, os gêiseres estão sobre uma caldeira gigante, e isso atrai empresas de geração de energia), mas houve pressão para que esse projeto fosse abandonado. A comunidade atacamenha que administra o local e as empresas de turismo chiaram, e o governo chileno voltou atrás. Mas ainda há possibilidade de que os gêiseres voltem a ser explorados comercialmente, pois às vezes, o dinheiro manda mais que os interesses da população. Eu acho que seria uma pena que aquele local deixasse de existir, para dar lugar a máquinas. Tomara que isso nunca aconteça.

O guia dá várias orientações sobre não chegar perto dos gêiseres e respeitar as marcações existentes. Isso é sério - alguns são pequenos, mas não esqueça que a temperatura da água é bem alta.

Duas dicas sobre esse passeio, baseadas na minha experiência:

1 - As pilhas e baterias se descarregam muito rápido em temperaturas baixas. Eu já tinha lido sobre isso, levei minhas duas máquinas - uma com pilhas, e outra com bateria - as duas descarregaram. Eu cheguei a tirar algumas fotos quando chegamos lá, ainda estava escuro. Mas elas ficaram feias, nem dá pra colocar aqui. Depois, quando a temperatura subiu, a bateria voltou a funcionar normalmente, mas já tínhamos saído do campo geotérmico. Sorte que meu marido conseguiu tirar várias fotos com o celular dele - então, algumas fotos dos gêiseres foram tiradas por ele, e outras por mim. Procure se informar sobre como evitar que a carga das pilhas e baterias vá para o espaço (ou então deixe para tirar mais fotos quando o dia estiver claro - pelo menos você garante algumas).

2 - Fui no inverno, com roupas próprias para neve, vestida em camadas, e mesmo assim, a gente sente o frio. Não cheguei a achar insuportável, mas é uma sensação que incomoda. Agasalhe-se mesmo, principalmente se for no inverno. O frio dos gêiseres no inverno não tem nada a ver com o frio de Gramado, Campos do Jordão ou Petrópolis. Agora, o mais importante, se não quiser pagar mico como eu e meu marido: mesmo que consiga respirar o ar gelado, cubra o rosto. O frio amortece o rosto, e o nariz começa a escorrer. Como o rosto está amortecido, a gente não sente, e o pior é que a coisa congela. Resultado: um bigode de meleca congelado. Eca! :P

Agora, chega de conversa, e vamos ao que interessa: as fotos!

 


Olha só a altura das pessoas em relação às colunas de vapor. Eu e meu marido calculamos que as  colunas maiores deveriam ter uns 20 metros de altura.
 
 
 
 
 
 
 
Depois que saímos dos gêiseres, a bateria da minha máquina ressuscitou, e as fotos abaixo foram tiradas com ela, já no caminho de volta.
 
 
 
 
 
 
 
Paradinha no minúsculo povoado de Machuca:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Empanada de queijo de cabra (parece pastel, né?). Estava deliciosa. Mas esfria rapidinho.
 
 
 
E por hoje é só. Espero que tenham gostado das fotos, e fiquem tentados a conhecer esse lindo lugar.
 
Abraço!
 
 
Juliana
 
 
 
 

sábado, 22 de agosto de 2015

Laguna Chaxa

Olá!

O Deserto do Atacama é um desses lugares únicos na Terra. Não só porque é o mais seco do mundo, mas porque possui paisagens tão diferentes entre si, que é difícil imaginar que todas estejam relativamente tão próximas.

Hoje, vou mostrar algumas fotos da Laguna Chaxa, no Salar de Atacama. Há diversas lagoas no salar, mas só fomos conhecer a Laguna Chaxa. Fica na Reserva dos Flamingos, e conseguimos ver alguns por lá. Acho que dependendo da época, eles são mais frequentes no local.

O chão, claro (afinal, estamos no meio do salar) - é coberto de sal. Além das recomendações gerais para o deserto (hidratar-se, passar protetor, usar chapéu etc.), aqui o guia dá mais uma: use óculos escuros. Realmente, sem eles, é difícil ficar com os dois olhos abertos, pois a claridade, devido ao reflexo do solo, é muito forte.




Também há outras espécies de aves pelo local, como aquele passarinho ali no canto, junto com os flamingos.



Eles ficam bastante tempo com a cabeça dentro da água (que, diga-se de passagem, é meio fedida, sem chegar a comprometer o passeio), procurando alimento. Consegui fotografar esse aí, com a cabeça pra fora da água.










Em alguns pontos, o sal aparece mais branquinho, sem estar misturado com a areia da lagoa / deserto, como na foto abaixo:



Mas a paisagem que achei mais bonita na lagoa (talvez, se visse mais flamingos, minha opinião fosse diferente, não sei) foi o reflexo das montanhas na água. É lindo ver o Licancabur - e seus primos vulcões - refletidos na lagoa. As fotos saem parecendo foto de profissional, sabe? E sem fazer esforço, o que é mais importante. É só mirar e apertar o botão - pronto! Uma foto linda!




Feliz, na minha paisagem favorita da Laguna Chaxa.



Abraço, e até a próxima postagem!

Juliana