quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Cordilheira de Sal - Vale da Lua e Vale da Morte

Olá!

Hoje, vou colocar algumas fotos sobre as paisagens próximas a San Pedro de Atacama, nos pontos turísticos Cordilheira de Sal - Vale da Lua (ou Valle de La Luna), e Vale da Morte (ou Valle de La Muerte). Geralmente, esses são os primeiros passeios a se realizar, pois estão em altitude e distância próximas de San Pedro de Atacama, iniciando o processo de adaptação ao deserto.

Aqui, algumas considerações sobre o deserto mais seco do mundo - que provavelmente, você já deve ter lido por aí, na internet. São muitos fatores diferentes que podem mexer com nosso organismo, e isso varia de pessoa para pessoa - altitude, variações de temperatura (no mesmo dia, chegamos a sofrer uma variação de aproximadamente 30 graus, de - 9ºC a 20ºC), ar muito seco. Eu fui a que menos sofreu com esses fatores, mas meu marido teve falta de ar - nada demais, considerando que ele já respira muito mal aqui na nossa cidade mesmo; meu filho passou mal em um dos passeios, e teve que respirar na máscara de oxigênio por uns três minutos, até que recobrou o fôlego; e minha filha disse que estava com dor de cabeça (no mesmo passeio que meu filho respirou oxigênio), mas nada muito grave. Mesmo assim, com todos esses pontos negativos, eu recomendo a viagem ao Deserto do Atacama. E quero voltar lá novamente!

Voltando ao assunto, a cidade de San Pedro do Atacama fica num vale, e é um oásis no meio do deserto. A região, antigamente, era fundo do mar, e em algumas paisagens, a quantidade de sal e as formas das rochas realmente nos fazem acreditar nessa teoria.

Bem próximo à cidade, está o Vale da Morte (ou Valle de La Muerte), com duas teorias para a origem do seu nome:

1 - Não há vida no vale, nem vegetal, nem animal.

2 - O padre estrangeiro que morou muitos anos em San Pedro de Atacama (Gustavo Le Paige), e fez várias pesquisas arqueológicas na região, disse que o vale parecia algum lugar em Marte, e ao pronunciar a palavra Marte, os nativos entenderam "Muerte" (morte, em espanhol) - daí, ficou esse nome.


Vale da Morte.

A Cordilheira de Sal é uma cadeia de montanhas na borda do Salar de Atacama. Os vales da Lua e da Morte fazem parte dessa cordilheira, então há sal nos dois vales, mas as paisagens, mesmo com sal, são diferentes em ambos.

Muito sal na Cordilheira de Sal - paisagem no Vale da Morte.

Formação geológica no Vale da Morte. Lembra formações rochosas que vemos no fundo do mar.

O Vale da Lua tem esse nome porque a região é muito inóspita, com formações rochosas e paisagens que lembram a superfície da Lua. Nunca estive na Lua, mas as paisagens realmente são diferentes de tudo que já vi.

Vale da Lua, visto de um dos vários mirantes da região.

Mirante de Kari, Piedra del Coyote.

Estradinha passando pelo Vale da Lua, lá embaixo.

Monumento na entrada do Vale da Lua. A bandeira representa os vários povos indígenas, e cada cor tem um significado. O guia me falou sobre elas, mas eu não consegui anotar, e acabei esquecendo.

Mais sal. Nessa região, há algumas décadas, funcionava uma mina de sal.

Caverna. Para quem for por conta própria, levar lanterna, porque ela vai fechando, e não dá pra ver nada lá dentro.

Cada lugar que olhávamos, uma paisagem diferente.

Formação rochosa conhecida como As Três Marias.

Paisagem no Vale da Lua.

No fim do passeio, a gente sobe num mirante natural, pra ver o por do sol. Não só o por do sol é lindo, mas do lado oposto, as cores nas montanhas vão mudando a cada minuto. Pra deixar tudo ainda mais mágico e bonito, enquanto o sol estava se escondendo de um lado do céu, a Lua surgia do outro. Fantástico!

Duna gigante no Deserto do Atacama. Aqui era só uma pequena parte dela.

Caminho ao lado da duna. Repare no tamanho das pessoas - aqueles pontos escuros no final do caminho, e no tamanho da duna (e ela ainda não coube inteira na foto - é muito alta!).

Em outro mirante, agora para aguardar o por do sol.

Sol se escondendo no Atacama.

Lindo demais!
 
Vulcão Licancabur, que sempre enxergamos, na maioria dos passeios. Lindo!

Conforme a Lua vai subindo, as cores na paisagem vão se modificando.

Eu, feliz, observando o espetáculo da Natureza!

Lua, no caminho de volta à cidade. Não canso de escrever - linda!



O Deserto do Atacama é um desses lugares que a gente não pode deixar de conhecer. Antes de conhecê-lo, li várias vezes, em diversos sites na internet, que é um local em que faltam palavras para descrever, que é surreal, que só estando lá pra ver como é. Acredite - tudo isso é a mais pura verdade. Não dá pra explicar exatamente o que a gente sente lá. É muita coisa diferente, ao mesmo tempo. Por isso, se você está em dúvidas, não fique - vá conhecer! Duvido que se arrependerá!

Abraço!

Juliana



domingo, 9 de agosto de 2015

Nossa aventura no Chile

Olá!

Vou começar uma série de postagens com nossas andanças pelo Chile, nas férias. Ficamos do dia 29/07 a 08/08 lá, e passamos por vários perrengues (ocasionados principalmente pelo cartão de crédito, que funcionava quando queria, mesmo eu tendo solicitado o desbloqueio para uso no exterior antes da viagem, e com saldo para utilizá-lo), e fortes emoções.

Aqui, um parêntese sobre a questão do cartão de crédito: levamos uma parte do valor das despesas em dinheiro, e outra parte pretendíamos gastar no cartão. Só que bem cedo descobrimos que meu cartão simplesmente não queria funcionar conforme nossa vontade, e isso nos abalou bastante, pois tivemos que mudar nosso planejamento, acabamos gastando mais do que o previsto, deixamos de conhecer alguns pontos turísticos, passei estresse com a administradora. Só não o cancelo porque ainda assim ele me é conveniente. Ainda bem que levamos uma parte em dinheiro, senão estaríamos f...ritos.

Mas, em compensação, foi uma viagem onde conhecemos lugares incríveis, coisa de cinema mesmo, e também conseguimos levar nossos filhos para conhecer a neve. Eu e meu marido já estivemos no Chile, antes de termos filhos, e achamos que valia a pena voltar a visitá-lo - algo que quero repetir algumas vezes, pois o país é uma tripa, com paisagens incríveis, que pretendo conhecer.

Nesse período, conhecemos o deserto do Atacama, o mais seco do mundo, e voltamos a Santiago - onde já havíamos visitado alguns pontos turísticos na viagem anterior.

Fiquei de olho no Melhores Destinos pra ver se aparecia alguma promoção boa de passagens pra Santiago, e quando apareceu, não conseguia achar preço razoável em nenhuma data da tabela. Até que teve uma data com ótimo preço, mas teríamos que ficar mais tempo do que pretendíamos, e por isso resolvemos conhecer também o Atacama (antes, pretendíamos ficar somente em Santiago).

A viagem foi planejada com alguns meses de antecedência (tá certo que o lance com o cartão de crédito fez uma boa parte do nosso planejamento ir por água abaixo), pesquisei bastante na internet antes de irmos, e minha principal preocupação era ir ao deserto mais árido do mundo com meus filhos. Por que a gente passar perrengue é uma coisa, mas levar os filhos pra sofrer é outra bem diferente.

Não achava muitas informações sobre crianças no deserto, mas as poucas que achei até que eram animadoras (só faziam restrição quanto à idade - não levar crianças muito pequenas). Consultei o pediatra, que deu um ok (ufa, coração muito aliviado e feliz nesse dia!), levei uma farmácia na mala (da qual meus filhos só usaram Dramin), fiz um seguro-saúde pra todo mundo, e fomos viver nossa aventura.

Ela começou já no dia 29/07, quando chegamos a Santiago por volta de 22:00. Nosso voo para Calama, a cidade mais próxima de San Pedro de Atacama (base para realizar os diferentes passeios pelo Deserto do Atacama) sairia pela manhã, no dia seguinte, por volta de 06:40 da manhã.

Bem em frente ao aeroporto há um hotel, mas cujas diárias custam aproximadamente R$ 600,00, para 4 pessoas. Considerando que havia o tempo para pegar as malas, fazer a imigração, check-in no hotel, e depois acordar cedo pra fazer o despacho das malas (ok, o hotel é na frente do aeroporto, mas isso não quer dizer que dá pra você acordar meia hora antes do voo), achamos que não valeria a pena pagar tudo isso pra ficar umas cinco horas "dormindo" - acho que eu não conseguiria relaxar e dormir de verdade, com medo de perder o outro voo - melaria todo o resto do passeio. Vi nesse site que há uma opção mais barata de hotel perto do aeroporto, com transfer para os hóspedes, entre o hotel e o aeroporto, e pareceu uma boa opção, mas demoramos demais pra decidir, e acabamos não conseguindo reservar.

Solução: passamos a noite no aeroporto... Andamos um pouco por lá - o aeroporto não é gigante, como o de Guarulhos, então a gente vê algumas coisas aqui, outras ali, e tem a impressão que já viu o suficiente. Paramos num restaurante chamado Gatsby, no andar de cima, comemos, e depois fomos para uma área mais reservada, no próprio restaurante, onde tem uns bancos que dá pra descansar um pouco mais à vontade.


Cachorro quente com abacate - diferente...

Aeroporto de Santiago, e minha cara de cansada.

O sol nascendo nos Andes - visão linda!

Vários picos bem pontudos - parecem um serrote.

Quase chegando no aeroporto de Calama - já estamos no deserto!

Algumas casas em Calama - pertencem aos trabalhadores da mina Chuquicamata - de onde sai 70% do PIB chileno (conforme informação do motorista do transfer).

Paradinha antes de chegar em San Pedro de Atacama.

Cordilheira de Sal - uma prévia das (muitas) paisagens diferentes que veríamos nos próximos dias...

Eu, feliz por estar viajando!

Agora, vou me despedir, mas, se tiver paciência, passe por aqui de vez em quando. Não sou fotógrafa, mas prometo que postarei algumas fotos de lugares incríveis!

Um abraço!

Juliana


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Milhada

Olá!

Minha família frequentemente se reúne e vive inventando novidades - bazar, festa junina, chás de bebês... É muito gostoso encontrar os familiares, e curtir bons momentos...

Nosso último encontro foi marcado pela "milhada". Passamos o dia inteiro trabalhando nos mais diversos tipos de serviço, tudo relacionado ao milho. Mas não é ruim, não - o resultado é que a gente também passa o dia inteiro comendo - só coisitas gostosas! Resolvi acompanhar o processo de produção fotografando - cheguei atrasada ao evento, mas mesmo assim deu pra fotografar muita coisa.

Abaixo, algumas fotos para ilustrar o processo. É tudo bem dinâmico - várias pessoas trabalhando em linhas de produção - tem gente pra tudo: descascar, ralar, costurar as pamonhas, fazer bolo, mexer as panelas, fazer a sopa (ou mingau), e por aí vai... Ô delícia!



Milho ainda com casca e cabelo.

É muito milho...

Milho ralado - ingrediente base para várias delícias - sopa, curau, pamonha e bolo.

Peneirando.

Sopa (ou mingau, como falam na minha família) de milho.

A foto não está bonita - mas, acredite, isso aí tava divino. Impossível comer só um prato!

As cascas que vão virar "roupinhas" de pamonha.

Costurando os saquinhos das pamonhas.

Saquinhos de pamonha, já costurados.

Pamonhas já com a massa, crua, sendo fechadas.

Cozinhando as pamonhas.

Pamonhas já prontas - delícia!

Curau, sendo preparado por minhas tias queridas.

Curau peneirado.

Curau com massa de milho sem peneirar, pra quem gosta de sentir os pedacinhos de milho...

Milho cozido.

Bolo de milho.

Esta que vos escreve - e adora milho!!!

Dá muito trabalho, como você pôde ver nas fotos, mas é tão gostoso! Como diria algum comercial daquele cartão de crédito - reunir-se com pessoas queridas, pra cozinhar coisas gostosas - não tem preço!

E aí, dá água na boca, ou não dá? A gente nem consegue comer tudo no mesmo dia, então vamos embora com vááárias sacolinhas, com curau, pamonha etc., pra comer nos dias seguintes. Ou seja, passamos praticamente a semana inteira comendo milho. Bom demais!

Abraço!

Juliana


terça-feira, 21 de abril de 2015

Festa do Caqui

Olá!

Em Piedade, há um sítio onde fazem um "Colha e Pague" de Caqui. Tudo é bem simples, mas o lugar é tão bonito, que vale a pena visitar. Além dos (muitos) pés de caqui, também há uma plantação de flores linda, comidas típicas japonesas, sorteio de brindes. Enfim, é um passeio bem agradável, e dá para passar bons momentos com a família no local. O evento acaba virando uma festa. Detalhe: a gente pode comer quantos caquis aguentar, e só paga o que for levar pra casa. Bom, né?

Seguem algumas fotos.

Abraço!

Juliana


Sítio da Família Sakaguti
Bairro Sarapuí de Cima
Piedade - SP


Caquizeiro carregado.


Plantação de cosmos.

Essa outra também enfeita a paisagem. Linda, né?