"Quanto mais gastarmos o tempo em realizações, mais o guardaremos em recordações." (Gonçalves Ribeiro)
Concordo...
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Mulher...
Recebi esse texto de uma amiga, e como o Dia da Mulher já passou, mas nossa luta é diária, fica aí pra reflexão - lembrando que não ser "super" também reduz as despesas e tempo gasto com psicólogos, psiquiatras, bolinhas e afins...:
Texto na Revista do Jornal O Globo
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é
possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito
prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa
profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias,
ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições,
cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas,
namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e
mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente,
compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as
unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas
que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe
apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para
os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que
desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse
direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida
interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser
sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não
é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É
ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de
beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente
organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou
pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se
não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está
tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de
si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir
e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para
usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha
trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o
hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso,
francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar
e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco
estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida
interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
Texto na Revista do Jornal O Globo
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é
possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito
prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa
profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias,
ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições,
cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas,
namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e
mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente,
compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as
unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas
que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe
apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para
os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que
desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse
direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida
interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser
sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não
é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É
ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de
beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente
organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou
pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se
não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está
tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de
si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir
e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para
usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha
trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o
hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso,
francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar
e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco
estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida
interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Aposentadoria
Dia desses fui numa surpresa que prepararam para comemorar a aposentadoria de uma amiga. A queridíssima Luciana preparou a surpresa para a queridíssima SENHORA Ruriko, mais uma de minhas amigas guerreiras, também conhecida como Luli. Ruriko é dessas (raras) pessoas que todo mundo gosta, não tem inimigos, quer todo mundo bem, sabe?
Aliás, falando em amiga guerreira, nossa, como tenho amigos guerreiros! Acho que isso deve ser bom sinal, pois significa que vivo entre pessoas normais, que tem seus problemas, seus dramas, suas alegrias, enfim, gente como a gente, e não saídas de contos de fadas...
Bem, voltando à aposentadoria da Luli, quando ela foi nos visitar no nosso local de trabalho, já aposentada (ai, que inveja!), escutei-a comentando com alguém que estava acordando todos os dias com uma sensação estranha... não ter que levantar pra ir trabalhar, ainda não estava acostumada com isso... com uma sensação de dever cumprido...
Que bom que ela se sente assim (e tenho certeza que cumpriu mesmo, porque já trabalhei com ela, e sei do que estou escrevendo) - sensação de dever cumprido. Que bom seria se todos nós pudéssemos ter essa sensação também, mas sentindo-a todos os dias, dia após dia, não? Né mole não, mas a gente tenta, tem dia que dá certo, tem dia que não dá... Mas acho que devemos pelo menos tentar. Assim, cada vez mais, iremos dormir com a sensação de dever cumprido.
Parabéns, Ruriko! Você merece! Agora pare de ler essas bobagens e vá fazer seus patchworks (é assim que escreve?)! Ou melhor - venha me visitar! Agora você não tem desculpa de falta de tempo - hehehe!
Aliás, falando em amiga guerreira, nossa, como tenho amigos guerreiros! Acho que isso deve ser bom sinal, pois significa que vivo entre pessoas normais, que tem seus problemas, seus dramas, suas alegrias, enfim, gente como a gente, e não saídas de contos de fadas...
Bem, voltando à aposentadoria da Luli, quando ela foi nos visitar no nosso local de trabalho, já aposentada (ai, que inveja!), escutei-a comentando com alguém que estava acordando todos os dias com uma sensação estranha... não ter que levantar pra ir trabalhar, ainda não estava acostumada com isso... com uma sensação de dever cumprido...
Que bom que ela se sente assim (e tenho certeza que cumpriu mesmo, porque já trabalhei com ela, e sei do que estou escrevendo) - sensação de dever cumprido. Que bom seria se todos nós pudéssemos ter essa sensação também, mas sentindo-a todos os dias, dia após dia, não? Né mole não, mas a gente tenta, tem dia que dá certo, tem dia que não dá... Mas acho que devemos pelo menos tentar. Assim, cada vez mais, iremos dormir com a sensação de dever cumprido.
Parabéns, Ruriko! Você merece! Agora pare de ler essas bobagens e vá fazer seus patchworks (é assim que escreve?)! Ou melhor - venha me visitar! Agora você não tem desculpa de falta de tempo - hehehe!
![]() |
| Ruriko, se divertindo com seu jeito Luli de ser... |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Dia de encontro - dia feliz!
Olá!
Sábado teve encontro das meninas - dessa vez também foram duas "calouras", que prometeram voltar no próximo.
Para quem não sabe, eu e algumas amigas nos reunimos a cada dois meses num café, para nos vermos, colocar as (muitas) fofocas em dia, saborear coisinhas gostosas... Os assuntos não fogem muito do de sempre - trabalho, família, relacionamentos, filhos... E lá se vão algumas horas MUITO BEM APROVEITADAS! Pena que não levei a máquina dessa vez...
Acho que todo mundo deveria fazer isso - parar, sentar, conversar - é muito bom! Toda vez que vou, saio de lá recarregada, me sentindo tão bem... Porque no fim das contas, é só isso mesmo que queremos guardar - os bons momentos da vida.
Por que você não experimenta? Depois venha aqui contar como foi.
Um abraço pra você!
Sábado teve encontro das meninas - dessa vez também foram duas "calouras", que prometeram voltar no próximo.
Para quem não sabe, eu e algumas amigas nos reunimos a cada dois meses num café, para nos vermos, colocar as (muitas) fofocas em dia, saborear coisinhas gostosas... Os assuntos não fogem muito do de sempre - trabalho, família, relacionamentos, filhos... E lá se vão algumas horas MUITO BEM APROVEITADAS! Pena que não levei a máquina dessa vez...
Acho que todo mundo deveria fazer isso - parar, sentar, conversar - é muito bom! Toda vez que vou, saio de lá recarregada, me sentindo tão bem... Porque no fim das contas, é só isso mesmo que queremos guardar - os bons momentos da vida.
Por que você não experimenta? Depois venha aqui contar como foi.
Um abraço pra você!
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